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Com classe e elegância presidente da API dá “golpe mortal” em marqueteiro de pouca decência

A valorosa presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, que apesar de fisicamente ter uma estatura pequena, mas que é respeitada no meio jornalístico estadual pelo gigantismo das ações que empreende e pelo profissionalismo com o qual granjeou o respeito intra e extra redações, desferiu um golpe mortal contra o comportamento nada ético do virulento marqueteiro Dércio Alcântara, que a provocara dias atrás classificando seu desempenho na entidade como “frouxo”.

Em carta postada no Facebook Marcela, mesmo sem perder a elegância, devolveu a pecha de ‘frouxo’ a Dércio e acabou dando a ele uma lição pública de como o respeito e a decência podem e devem ter lugar na vida de profissionais de mídia, valendo a carta igualmente para outros jornalistas/radialistas que se abespinham como donos da verdade e entendem que a profissão, antes de servir para o interesse público, é tão somente para serventia pessoal.

Segue o texto de Marcela:

“Meu caro Dércio Alcântara.
Como bem disse, ‘A API NÃO É MAIS AQUELA’, nem os jornalistas também. Somos dois saudosistas. Sinto falta do tempo em que a categoria enchia o auditório da nossa entidade para discutir questões de ordem, defender bandeiras de lutas políticas e sociais ou, simplesmente, jogar conversa fora no barzinho que funcionava no prédio. Havia interatividade entre os colegas, um sentimento de coletividade e uma consciência política.

A maioria dos profissionais sabia exatamente qual o seu papel na divisão de classe social, tínhamos a consciência de que éramos trabalhadores da comunicação, lutávamos por nossos direitos, não tinha essa coisa de jornalista se agrupar em guetos políticos, fazer papel de cabo eleitoral e, pouquíssimos, a contar nos dedos, eram empresários. A luta de classe era bem definida. Os tempos mudaram mesmo.

E por falar em saudade, faz muito tempo que você não aparece por lá, mas precisava ver como encontrei o prédio no início da minha gestão, destruído literalmente, com o teto quase caindo, conforme atestado em laudo do Corpo de Bombeiros. Gostaria que visse como está hoje, completamente recuperado, ainda com uns serviços para concluir porque tive que me afastar, pedi licença para assumir uma assessoria no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA. Você sabe que sou uma profissional, a API, infelizmente, não tem pró-labore para nenhum diretor e eu, particularmente, não vivo nas dispensas de nenhum político, não faço chantagem para barganhar cargo nem dinheiro, não tenho nenhum empreendimento, só comercializo minha mão de obra de forma clara e transparente sobre o que me presto a fazer.

Ainda em relação às mudanças, gostaria de lembrá-lo que, no início da minha gestão, fui procurada por um grupo de jornalistas que acusava o governo de perseguição, no qual você estava incluído. Comprei a briga e nunca me acovardei. Denunciamos, emitimos notas, formamos um fórum para discutir a liberdade de expressão e toda ira do Palácio da Redenção se voltou contra nós, mas nunca recuei na luta em defesa da categoria, por entender que esse é o nosso papel, sabe muito bem disso. Ta com a memória fraca ou só recorda o que lhe é conveniente?

Sobre os últimos acontecimentos, lamentamos a morte brutal do colega radialista Ivanildo Viana, defendemos que os responsáveis por tamanha violência sejam punidos, só não podemos acusar ninguém irresponsavelmente, fazer o papel de polícia, punir ou prender, são competências que extrapolam nosso dever, valendo a mesma regra para todos os outros ‘incidentes’ envolvendo colegas. Sempre repudiamos toda forma de violência contra profissionais da imprensa ou qualquer outro cidadão. Omissão tem outro endereço, não o nosso.

Outrossim, não tenho ‘rabo’, nasci desprovida dele, ainda que quisesse, não poderia estar preso a alguma coisa ou a alguém. Se acusa, nomine por favor, quais os favorecimentos que tenho como presidente da Associação Paraibana de Imprensa, do contrário, o ‘frouxo’ em questão será você. Sou funcionária efetiva da Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba, Não tenho nenhum filho empregado no serviço público e não tenho nenhuma gratificação. O caboclo mamador está encarnado em outros personagens, não em mim.

Quero ainda lhe dizer que as críticas feitas a minha gestão por você ou por qualquer outra pessoa servem como ponto de reflexão, não são desconsideradas em nenhum momento. Quanto a sua insatisfação específica, asseguro que não vou pedir para sair da API, meu mandato só termina em setembro, portanto, vai ter que me aturar até lá. Sugiro que pense na possibilidade de se candidatar, já que se acha um porta voz dos insatisfeitos, o processo é democrático.

OBS. Vou continuar fútil e tomando meus chás, é uma forma de não ficar azeda feita você”.

A Palavra Online

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