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Fabricar e vender ovos de páscoa caseiros pode gerar um lucro de 200%

Com a aproximação da páscoa muita gente aproveita para ganhar um dinheiro extra confeccionando ovos de páscoa caseiros. Prova disso é que os cursos oferecido pelo Centro Culinário da Kelly Magazine estão sempre cheios. O lucro pode chegar a 200%, mas para ganhar espaço em um mercado tão competitivo é preciso ter qualidade e inovação.
De acordo com a coordenadora do Centro culinário da Kelly Magazine, Fabiana Soares, todos os anos a procura pelo curso de ovos de páscoa é muito grande. Ela contou que este ano as turmas, que comportam até 45 alunos, começaram a ser formadas já no final de janeiro e até a semana anterior à páscoa ainda devem haver aulas.
Além de ensinar a alunos iniciantes as técnicas para fazer o ovo de páscoa a partir de barras de chocolate, o Centro também oferece cursos para alunos mais avançados. Quem já sabe o básico pode se aperfeiçoar e aprender a fazer ovos de páscoa estilizados, com estampa de oncinha ou rendas de açúcar por exemplo.
Isso porque, conforme explicou Fabiana, nesse mercado é muito importante inovar e oferecer produtos diferenciados em relação aos ovos de páscoa comuns de grandes marcas, que são encontrados no supermercado. Nesse sentido, a apresentação do produto, que precisa parecer mais bonito do que um ovo comum, é muito importante.
O esforço para confeitar um ovo que é tão lindo que vai deixar o cliente com dó de quebrar para comer é recompensado pelas altas taxas de lucro que podem ser obtidas. Segundo Fabiana, o Centro trabalha com barras de chocolate cujo preço varia entre R$ 1,50 e R$ 2,00, enquanto os ovos mais simples são vendidos a partir de R$ 12,25.
A coordenadora explicou que o preço da matéria­prima sofreu um pequeno reajuste em relação ao ano anterior, mas não foi uma diferença tão grande, e o negócio continua sendo bastante lucrativo. “Nossa orientação é somar tudo que se gastou em chocolate, confeito e embalagens, e depois colocar uma margem de 100% a 200% em cima pelo seu trabalho”, afirmou explicando como é precificado o produto.
Segundo Fabiana, para incrementar as vendas é preciso estar atento às tendências de mercado. No momento os produtos que estão fazendo mais sucesso são o ovo de colher, o ovo trufado e o ovo colorido para as crianças.
Para a divulgação dos produtos, que são feitos por encomenda, as redes sociais são as maiores aliadas. “O Facebook é o nosso carro­chefe”, disse Fabiana. Ela explicou que os produtos precisam ser encomendados por terem um curto período de validade, de modo que não podem ser guardados por muito tempo.
A coordenadora revelou ainda, que o sucesso das aulas tem sido tanto que, no próximo dia 23, o Centro Culinário deverá receber a visita do chocolatier que representa mundialmente a empresa Harald, que fabrica os chocolates utilizados como matéria­prima no curso. O profissional deverá ministrar uma oficina.
Investimento que rendeu uma mudança de vida
Há dois anos Tayanne Lins saiu do trabalho em um depósito de gás de cozinha e foi buscar outros rumos na vida. Estava perto da páscoa e ela teve a ideia de procurar um curso para aprender a confeccionar os ovos de chocolate e começar a vendê­los. Nascia a Juju Brigadeiro, que hoje emprega, além dela, mais duas pessoas, inclusive a irmã de Tayanne que largou o emprego para ajudá­la no empreendimento.
A Juju Brigadeiro trabalha com doces de modo geral, como tortas, cupcakes e alfajor, tudo por encomenda. “Mas eu comecei mesmo com ovo de páscoa”, disse Tayanne. A empreendedora mantém a tradição e todas as páscoas volta a vender o produto. Segundo ela, na páscoa a empresa consegue obter 80% a mais de lucro em relação aos outros meses. “Eu vivo de chocolate. Vivo para adoçar a vida das pessoas”, revela entusiasmada.
A empreendedora reconhece que o mercado é muito concorrido. “A cada páscoa aumenta”, diz ela se referindo ao número de pessoas que oferecem ovos de chocolate no período.
A competição, no entanto, não a assusta porque Tayanne acredita que muitos não oferecem produtos de qualidade. “O produto tem que ser de qualidade, a matéria­prima, e tem que acompanhar o mercado”, afirmou confirmando que o ovo de colher é uma grande tendência no momento.
Tayanne contou que até a última sexta­feira (13), a Juju Brigadeiro, que vende principalmente pelo Facebook, havia recebido mais de 80 pedidos, para serem entregues a partir do próximo dia 26. Apesar do grande volume de trabalho, a empreendedora não se arrepende da mudança de profissão.
“Estou trabalhando mais, mas também ganho mais e tenho mais qualidade de vida. Tudo é diferente quando você trabalha pra você mesmo, no seu próprio negócio”, celebrou.
Oportunidade de abrir o próprio negócio
Enquanto alguns já estão estão consolidados no mercado dos doces, a vendedora Sherli Cristiane Silva está apenas começando. Ela, que atualmente trabalha em uma loja de roupas femininas, está planejando abrir o seu próprio negócio: uma doceria.
Foi depois de começar a fazer bolos e tortas para familiares e amigos, que a vendedora percebeu que levava jeito para a coisa e decidiu se profissionalizar. Ela se matriculou em vários cursos, inclusive o de fabricação de ovos de páscoa, que ela pretende começar a vender já na
semana que vem. “Só não comecei ainda porque ainda estou terminando um outro curso, mas na semana que vem já quero estar vendendo os ovos”, disse. Ela explicou que, além de ser um negócio bastante lucrativo nesse período, os ovos de páscoa utilizam matéria­prima e algumas técnicas semelhantes as de outros produtos que ela está aprendendo a desenvolver como trufas e cupcakes, de modo que ela pode reaproveitar o material.
Nesse primeiro momento, a venda dos ovos de páscoa servirá como incremento de renda da vendedora, conforme explicou Sherli. Mas com o tempo, a vendedora pretende fazer do negócio seu meio de vida.
“Estou fazendo cursos para aprender a forma de fazer, de confeitar. Quero aprender a fazer bolos de casamento também. Estou me aperfeiçoando para poder oferecer um produto de qualidade e conseguir fidelizar o cliente”, explicou.
Sherli contou que a opção pelo negócio levou em conta o mercado e a lucratividade da atividade. “A gastronomia está crescendo muito e é um negócio que gera muito dinheiro”, observou. Além disso, o prazer de fazer o que gosta também influenciou na decisão. “Eu gosto muito, é uma terapia pra mim fazer os doces”, afirmou.
Jornal da Paraíba

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