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Hortifrútis são vilões da inflação

Hortifrútis são vilões da inflaçãoOs hortifrútis são os vilões da inflação nas compras feitas nos supermercados nos primeiros seis meses deste ano. O tomate (29,08%), a cebola (26,30%), batata inglesa (15,46%), hortaliças (24,83%) e cenoura (11,75%), bastante consumidos na Paraíba, acumularam alta bem acima da média da inflação (6,52%) no mesmo período. Os dados são da Pesquisa IPCA, realizada em todo o país junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos supermercados de João Pessoa, os consumidores confirmaram o peso da elevação de alguns produtos no orçamento doméstico. A dona de casa Benedita Barros de Oliveira usa o método da substituição para fugir das verduras mais caras. “Acho que o preço de tudo está aumentando. A cada semana tem um item mais caro. Com o aumento da batata inglesa, substituo o purê de batata pelo de jerimum”, afirmou.

O engenheiro aposentado Ossian Rodrigues de Oliveira destacou que está preocupado com a variação de preços e lembrou do tempo da hiperinflação. “Temos medo de que a situação do Brasil chegue àqueles tempos da hiperinflação. Os produtos estão subindo todo dia. Estamos assustados porque a cada dia os produtos são reajustados. Tudo isso porque o governo não diminui sua própria despesa”, afirmou.

Para a dona de casa Rizoneide Bezerra às vezes não é possível fazer a substituição do alimento e tem que enfrentar o preço alto. Ela disse que vem percebendo o reajuste dos alimentos. “Tem coisa que não podemos cortar da lista das compras nem substituir. Um exemplo é o coentro”, exemplificou.

O presidente da Associação dos Supermercados da Paraíba (ASPB), Cícero Bernardo, afirmou que os fatores climáticos justificam a oscilação de preço para mais ou para menos.

Dependendo do tipo do alimento e da oferta de chuva na região de plantio há uma boa ou má colheita. “A batata inglesa e cebola vendida na Paraíba vêm de locais como Bahia e Santa Catarina e se lá tiver registro de muita chuva eles estragam.

Consequentemente, a quantidade deles nos supermercados é reduzida, aumentando o preço”.

CESTA BÁSICA

A cesta básica calculada mensalmente pelo Dieese mostrou que a alta dos alimentos até junho foi de 8,84%. Mesmo com o aumento de junho, o valor da cesta na cidade figura entre a terceira mais barata das demais captadas do estudo, ficando atrás de Salvador (R$ 278,97) e Aracaju (R$ 247,64). De janeiro a junho, oito produtos apresentaram aumento em seus preços: tomate (54,43%), óleo (18,65%), café (12,6%), carne (9,72%), banana (8,33%), arroz (5,26%), pão (2,87%) e manteiga (1,55%). Os produtos que registraram reduções foram: farinha (-18,45%), feijão (-9,31%) e leite (-1,66%). O açúcar foi o único produto que apresentou evolução nula.

Jornal da Paraíba

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