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Os 22 presos da Operação Lava-Jato devem ser ouvidos até terça-feira

Os 22 presos da Operação Lava-Jato devem ser ouvidos até terça-feiraTodos os presos na Operação Lava-Jato deverão ser ouvidos até terça-feira. A maioria deles teve prisão temporária decretada e o prazo máximo para que fiquem detidos é de cinco dias. Os depoimentos voltaram a ser feitos depois que foi liberado o acesso dos advogados aos 20 executivos presos na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná.

Na manhã deste sábado, apenas um dos presos foi ouvido. Outros dois executivos, Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, ambos da construtora Camargo Corrêa e que se entregaram hoje cedo, em São Paulo, devem chegar nas próximas horas na capital paranaense.

De acordo com o advogado Juliano Breda, que representa cinco executivos da companhia OAS, a carceragem da PF não comporta o número de presos da Lava-Jato e alguns deles estão dormindo em colchões no corredor que dá acesso às celas, dentro da área fechada da carceragem. O advogado afirmou que, apesar disso, todos estão tendo tratamento digno e que a carceragem da PF é melhor do que os demais presídios do estado.

Breda afirmou que têm expectativa de que seus clientes sejam libertados por habeas-corpus — ele impetrou dois pedidos para seus cinco clientes.

— A decisão de prender foi génerica, abstrata e desproporcional — disse Breda.

O advogado Alberto Toron, que não quis revelar quem são seus clientes, disse que eles devem ser ouvidos apenas na próxima semana.

— Eles não tiveram acesso aos depoimentos da delação premiada e não sabem do que estão sendo acusados — afirmou Toron.

Somente por volta de 16 horas deste sábado os advogados puderam conversar com seus clientes. A PF teria alegado que não havia agentes federais em número suficiente para garantir a segurança. A sede da PF permaneceu fechada durante todo o dia. A imprensa foi mantida do lado de fora.

Breda, que é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), afirmou que a cautelar apresentada à Justiça Federal para garantir o acesso dos advogados aos presos não precisou ser julgada, pois a PF informou que os contatos seriam liberados antes que houvesse decisão judicial.

Jornal Extra

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