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Pâmela Bório escreve carta sobre o fim do casamento com o governador Ricardo Coutinho; confira

Primeiro dia, primeira semana!

​  “E ela não passava de uma mulher… Inconstante e borboleta.” Clarice Lispector.

Olá, meus amigos!

Hoje começo esta semana vivendo um novo ciclo na minha vida. Confesso que estou tão entusiasmada com as expectativas, possibilidades, redescobertas e aprendizados que ando vivendo um turbilhão de emoções e sensações.  A liberdade é realmente fascinante e a renovação nos surpreende…

Quem acompanha o meu cotidiano percebe como ando motivada, realizada, serena, feliz! Por vezes, até, saltitante!!! Pela primeira vez me vi tal qual uma borboleta: livre, leve, espalhando graça e beleza pelo mundo. Sinto como se voasse agora sem ter de carregar uma pedra amarrada em minhas asas. Me sinto com mais vigor para subir bem alto!

Sei que muitos não me compreenderão, afinal, o pensamento generalizado é que ser “primeira dama” é estar em um mundo encantado. Mesmo quando raciocinam como uma posição infeliz, seja pelas responsabilidades ou pelo casamento, relutam que seria melhor e mais cômodo permanecer nessa condição com todo o conforto de uma situação que é resumida em benesses.  E quantas vivem assim, mesmo em cenários até ultrajantes. Porém, eu considero o valor do tempo e do sagrado, e acredito que o fundamental da vida é ser feliz – mesmo que tenha de pagar caro por isso. A nossa paz de espírito realmente não tem preço.

Quando conheci Ricardo, pai de meu filho unigênito e, agora, oficialmente meu ex-esposo, eu era uma jornalista de 25 anos de idade em crescimento profissional (apesar de, na época, já ter galgado o sonho de quase todo jornalista, que é ser âncora de telejornal) e vislumbrava trabalhar na cabeça de rede de alguma emissora em que tenha trabalhado. Assumir o relacionamento com um político (prefeito, naquela ocasião) me tirou o cargo conquistado após uma trajetória de capacitação árdua, mas me rendeu a maior lição que já tive: jamais abdicar de sonhos ou trabalhos em função de outrem, mesmo que “por amor”. Além do meu bem mais precioso, que é Henri Lorenzo, eu passei a ter a convicção de que você só pode amar alguém após possuir, acima de tudo, o amor por Deus e por si mesmo.

Sim, foi uma relação que começou com muito amor em 2009 e que nos deu o que temos de mais importante na vida: um filho. Mas permanecer nesse casamento estava sendo uma grande infelicidade, incondizente com o ideal de uma união. E estar na função de “primeira dama do estado”, apesar de vivenciar momentos inesquecíveis imersos em altruísmo, acabou sendo uma das piores experiências que já tive, pois até então o meu nome jamais havia sido envolvido em escândalos, em armações, em difamações públicas e orquestradas, mesmo já sendo uma figura pública por sempre ter trabalhado em televisão.  E, pior: nunca tive qualquer apoio jurídico. Nos dois únicos casos de processos de indenização moral que movi, eu tive de arcar sozinha com os custos, do meu próprio bolso, mesmo relacionados à política, área da qual nunca fiz parte nem indiretamente, pois sequer trabalhei em cargo público ou comissionado. Minha carreira sempre foi calcada exclusivamente na Comunicação Social, sem quaisquer amarras com poderes ou esferas político-partidárias.

Destaco que, como primeira dama, mantive minha lisura, nunca tive cartão corporativo ou qualquer ajuda de custo para as necessidades inerentes à função, da mera aquisição de vestuário próprio em solenidades, até a organização de eventos beneficentes. Tampouco jamais recebi “comissões” em salários de funcionários indicados por mim – como lamentavelmente é praxe em meio à corrupção sistêmica do Brasil. Como esposa também mantive a minha independência sem qualquer “mesada do marido” como é comum ainda nos nossos dias. E, pasmem: sempre fui a principal compradora das vestes, calçados, brinquedos e outros itens fundamentais para uma criança, no caso, o nosso filho. Assim, tamanha autonomia me possibilitava a ser “uma mulher empoderada”, bem diferente de “uma mulher de poder”. Claro que é consenso que um esposo ou pai de família deve ser o “provedor do lar”, “protetor”, “consolador”, “defensor”, “companheiro”… Eu até senti falta, muitas vezes, de ter um homem ao meu lado desde as primeiras dificuldades, em todo esse tempo eu era a mulher apedrejada sem um Jesus para ampará-la. Então, a única solução que tive foi atravessar os desertos, ainda que solitária na missão, buscando sempre o oásis. Pois bem, completei a minha travessia.

Consciente de que tenho que cuidar melhor de mim para cuidar bem do meu filho, cheguei à conclusão de que precisava me afastar desse meio de intrigas e infortúnios que chegaram à minha vida por ser simples esposa do chefe do executivo no estado.  No campo pessoal, já não havia o elo fundamental de cumplicidade, convivência e entendimento entre o casal. Consoante com as minhas ideologias e perspectivas de mundo, já não havia sentido permanecer atrelada a alguém com direcionamentos divergentes. Afinal, a afinidade é fundamental na manutenção de uma vida em comum. Eu sempre acreditei que a única coisa que deve existir para que duas pessoas fiquem juntas é o amor e, quando esse deixa de acontecer, não faz sentido se manterem atreladas, ainda mais quando aquele tradicional pacto do “na saúde e na doença” foi quebrado. O amor sempre deve ser a base de toda e qualquer relação, e deve ser vivido com respeito, admiração, crescimento, responsabilidade… Creio na idéia de reciprocidade e um deve escolher o outro a cada manhã, renovando constantemente o sentimento que os aproximou – como se fosse uma plantinha, necessitando de rega e luz a cada dia.

Na semana passada, terminamos um casamento do mesmo modo que iniciamos: assinando os papéis, de modo consensual. O mais sensato para ambos é seguir por caminhos diferentes, apesar de permanecermos unidos pelo vínculo da vida de Henri, para sempre muito amado (e minha maior felicidade e razão de viver!). Ciente de que fui a melhor esposa que poderia ter tido e de que fiz a diferença no meu papel como primeira dama,  conduzida por meus referenciais de conduta ética, ideológica e religiosa, sigo acreditando no amor, na família e em Deus. Agradeço primeiramente a Ele pela oportunidade de ter realizado ações tão significativas ao longo desse percurso e por me honrar constantemente, ao Ricardo por ter me confiado um trabalho tão difícil de reestruturação do CENDAC e ampliação do PAP, além de ter compartilhado a vida nos meus melhores anos e ao povo da Paraíba por ter me motivado sempre, por ter me impulsionado a fazer o melhor e por ter me acolhido com tanto amor.

Nessa nova fase da minha vida cabe o que só me faz bem. Manterei minha rotina de cuidados comigo e com os que estão à minha volta. Continuarei na minha carreira e, agora, mais focada e determinada. Permanecerei próxima a vocês, compartilhando a minha vida, dentro das limitações de sempre, claro. Este site é mais uma opção para nos mantermos conectados, trata-se de um entre os inúmeros projetos que colocarei em prática nesse momento de resignificação de prioridades e atribuições voltadas à minha satisfação pessoal e realização profissional.  Meus sonhos continuam me movendo, ainda mais assim, vivendo um incrível avivamento! A lagarta saiu do casulo que lhe apertava e ganhou o mundo voltejando transformada e colorida, parecendo flor que o vento tirou para dançar…

Espero contribuir com o que há de melhor no mundo através deste meu diário virtual. Aqui vocês encontrarão o que é essencial para vivermos bem e me encontrarão também, além de especialistas colaboradores que acrescentarão contribuições interessantes para que você viva e seja melhor. O que desejo a mim, desejo aos outros: “happy lifestyle”. Vamos nos permitir… Obrigada!

Pâmela Bório

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