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Cantora lírica Flávia Albano se apresenta em Campina Grande

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Música e teatro misturam-se na carreira de qualquer cantora lírica e não é diferente com a soprano paulista Flávia Albano. Ela e a pianista Kadija Teles fazem um recital de voz e piano na atração principal do Festival Internacional de Música de Campina Grande, nesta quarta (11). O evento, que começou sábado (14), vai até domingo (15) e toda a programação do evento é gratuita.

Flávia atualmente leciona na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seu currículo inclui uma graduação na Faculdade de Música Carlos Gomes e um mestrado no prestigiado Royal Northern College of Music, na Inglaterra. Para a performance de hoje, ela traz a experiência acumulada.

No programa, dividido em duas partes, ela apresenta peças mais camerísticas em um primeiro momento, deixando para o segundo ato sua especialidade, as peças de ópera. “É uma amostragem do que eu venho desenvolvendo em parceria com orquestras e companhias de ópera”, afirma a cantora, em entrevista ao Correio.

Flávia Albano é soprano, classificação para as cantoras com vozes agudas, dentro da subdivisão coloratura, que define as cantoras com a possibilidade de atingir as notas mais agudas de maneira ágil, com a capacidade de transitar por diversas notas neste alto registro em uma única sílaba musical. Este talento é demonstrado em momentos da ópera La Traviata, de Verdi. Flávia traz a ária “Strano… Sempre libera” encerrando o programa.

Além disso, as peças escolhidas, em sua maioria, foram concebidas especialmente para esta união entre voz e piano, exigindo uma relação simbiótica entre Flávia e Kadija para que o repertório brilhe. Peças de Mozart, Strauss, Berg e do brasileiro Cláudio Santoro apresentam temas como saudade, amores distantes, paixão desenfreada e a idealização do interesse romântico.

“O tema do recital são as formas distintas de amar e de demonstrá-lo. N’As Bodas de Fígaro, a Condessa fala sobre um amor que a decepcionou, mas que ela luta por ele, não desiste fácil”, explica.

Preparo

Flávia Albano tem verdadeira paixão pela ópera. Ao longo dos anos, acumulou uma série de experiências na área, unindo canto e atuação. “Eu escuto ópera desde pequena. Minha mãe, que é pianista, me levava para assistir e eu sempre fui apaixonada. Comecei a estudar canto aos 15 anos e desde então eu buscava este caminho”, confessa. Ela chegou a fazer aulas de teatro para poder aperfeiçoar suas habilidades interpretativas.

Seus papéis em ópera incluem Adele, em O Morcego (Johann Strauss), Susanna, em As Bodas de Figaro (Mozart), Fräulein Silberklang, em O Empresário Teatral (Mozart), Le Feu, em L’enfant et les Sortilèges (Ravel), Dona Florzinha, em Maroquinhas Fru-Fru (Mahle), e excertos de O Cavaleiro da Rosa (Richard Strauss), como Sophie, acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Royal Northern College of Music.

Lições

Durante esta trajetória, ela aprendeu algumas lições. As óperas exigem um preparo minucioso do artista, que precisa não apenas cantar com precisão e técnica, mas também entregar as emoções necessárias para interpretar um personagem, além de prestar atenção no gestual e comportamento do corpo em cena.

No entanto, outro aspecto que auxilia o cantor na hora de fazer um papel em uma ópera, na opinião da soprano, é a familiaridade com diversas línguas.

“Para o público, hoje é comum termos óperas com legendas, então fica mais fácil para entender. No entanto, o cantor precisa pelo menos conhecer as particularidades de cada língua cantada. Falo inglês e conheço alemão e italiano. Tenho alguma dificuldade no francês. Mas, para poder apresentar um trabalho bom, é preciso superar estas dificuldades”, completa Flávia Albano.

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Redação Clip PB
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