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Dia Internacional da Dança: Entrevista com Danielly Inô

Dia Internacional da Dança: Entrevista com Danielly InôO Dia Mundial da Dança foi instituído em 1982 pelo Conselho Internacional da Dança (CID), entidade criada sob a égide da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A data foi escolhida para recordar o nascimento do coreógrafo francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), um dos pioneiros da dança moderna, com o objetivo celebrar esta arte e mostrar a sua universalidade, além das barreiras políticas, éticas e culturais.

A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música, e é hoje celebrada internacionalmente. Em Campina Grande, Danielly Inô e o Núcleo de Dança Passo a Passo são uma referência de destaque que aqui se revelam.

Perfil – Iniciou seus estudos em Dança do Ventre no ano de 2001, na cidade de Campina Grande, com a professora Luciana Brito. A partir de 2003, passou a fazer aulas com Martha Farias (João Pessoa-PB) e a integrar o Grupo Shahrahzad, dirigido por esta professora, no qual permaneceu até o final de 2004. Desde 2009, é aluna de Roberta Soares, no Núcleo de Dança Passo a Passo. Durante todos esses anos, manteve aperfeiçoamento constante no estudo da dança, através de diversos workshops ministrados por professores de renome nacional e internacional, a exemplo de Lulu Sabongi (Brasil), Carlla Sillveira (Brasil), Shahar Badri (Brasil), Jillina (EUA), Saida Kirlis (Argentina), Soraia Zaied (Brasil/Egito) e dos egípcios Yousry Sharif, Randa Kamel, Raqia Hasan, Farida Fahmi, Faten Salama e Mahmoud Reda.

A Dança de Salão passou a fazer parte da sua vida no ano de 2000, na cidade de Campina Grande, através de aulas regulares com a professora Gisele Sampaio. Entre os anos de 2002 e 2003 foi aluna do prof. Daniel Araújo (Campina Grande-PB). Nos anos de 2004 a 2007, fez aperfeiçoamento em samba, através de aulas particulares com o prof. Evandro Gonçalves (João Pessoa-PB). Desde 2009, é aluna do Núcleo de Dança Passo a Passo. Ao longo de todo esse tempo de estudo, manteve aperfeiçoamento constante nesta dança, através de diversos cursos e workshops ministrados por professores de renome nacional e internacional, a exemplo de Carlinhos de Jesus (RJ), Kilve Costa (RJ), Caroline Pampuri (RJ), Carine Morais (SP), Rafael Barros (SP), Marcelo Chocolate (RJ), Sheila Aquino (RJ), Gonzalo Ferro (Argentina), Yamilla Ivonne (Argentina), Pablo Ruiz (Argentina), Romina Juarez (Argentina), entre outros.

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Portal Clip PB – Qual a sua relação com a dança?

Danielly Inô – Desde que me entendo por gente, eu danço. Não de maneira formal ou estruturada, mas danço. As primeiras lembranças nesse sentido são das negociações em casa, quando eu ainda tinha por volta dos 5 ou 6 anos: eu queria a todo custo e a todo momento ligar o aparelho de som para dançar e minha tia me pedia para, pelo menos, esperar que minha bisavó terminasse de assistir à novela! Rsrs. Era só terminar a novela e eu saía dançando pela casa. Embora tenha começado a praticar formalmente a dança numa escola tardiamente, ela sempre fez parte do meu dia a dia e se revelou uma paixão desde a infância.

Portal Clip PB – O que representa para si, a dança?

Danielly Inô – Eu sempre quis ser bailarina (clássica), mas nunca cheguei a fazer uma aula de balé. Então as danças que pratico hoje representam, de certa forma, uma realização pessoal, um sonho que alimentei desde muito pequena. A dança é a melhor parte de mim, pois é dançando que expresso meus sentimentos mais intensos e posso brincar com a criatividade.

Portal Clip PB – Você dança?

Danielly Inô – Felizmente, sim, eu danço. Se não dançasse, seria uma pessoa bem menos feliz!

Portal Clip PB – A que época e em que circunstâncias você se viu vocacionado para a dança de salão?

Danielly Inô – Na verdade, é muito difícil se perceber como alguém que tem vocação para determinada atividade. Geralmente, esse olhar mais atento vem, inicialmente, a partir dos outros que estão à nossa volta. Comigo foi assim também. Nas aulas, eu tinha certa facilidade em aprender as movimentações propostas, o que gerou no meu primeiro ano de dança de salão, com a professora Gisele Sampaio, o convite da própria Gisele para substituí-la em algumas aulas das quais ela precisou se ausentar. Alguns anos depois, Mauro Araújo, também percebendo essa habilidade, me convidou rapidamente para integrar a Cia de dança na qual ele atuava como coreógrafo… E foi assim que fui passando a fazer parte desse universo da dança de salão. Mas o passo definitivo foi, realmente, a criação do Núcleo de Dança Passo a Passo, escola onde comecei a atuar como professora de dança de salão. O começo não foi fácil; ao contrário: eu achava que não iria conseguir, que não saberia como dar aulas, mas com o apoio dos amigos Roberta Soares e Daniel Araújo (já experientes nessa área) eu pude ir me aperfeiçoando e continuo até hoje buscando aprender mais para ensinar melhor essa arte.

Portal Clip PB – E sua paixão pela Dança do Ventre?

Danielly Inô – Eu sempre tive um fascínio pelo Egito, principalmente o Egito Antigo. E, nas poucas vezes em que via uma bailarina de dança do ventre na TV, achava incrível a movimentação: ao mesmo tempo tão delicada e sinuosa, mas também forte e decida em outros momentos… Mas não sabia da existência de nenhuma professora na cidade e por isso só comecei a fazer aulas de fato na época da novela O Clone, em 2001, quando a dança se tornou bastante divulgada e eu soube da existência da professora Luciana Nóbrega em Campina Grande. No primeiro mês, quase desistia, mas decidi terminar pelo menos o mês e, nessa história, não deixei nunca mais!

Portal Clip PB – E, hoje, como você analisa a dança de salão em nossa cidade/estado?

Danielly Inô – A dança de salão tem crescido bastante e conquistado cada vez mais adeptos. Felizmente, alguns preconceitos têm sido rompidos e hoje temos, por exemplo, muito mais cavalheiros praticando dança de salão, comparativamente há alguns anos. Mas há muito espaço para crescer. Considerando, por exemplo, a quantidade de praticantes e o potencial dos profissionais que atuam na área, diria que ainda temos pouca produção de espetáculos de dança de salão. Os eventos se voltam para a outra faceta da dança – a social – e costumam privilegiar os bailes, o que é ótimo, mas a nossa experiência na Passo a Passo demonstra que existe o interesse também pela dança de salão como uma arte que pode sair dos salões para os palcos – há dançarinos interessados por esse viés mais artístico e há aceitação do público, então creio que a tendência é aliar essas duas possibilidades. Outro aspecto importante é que tanto na Dança de Salão quanto na Dança do Ventre, o acesso à informação hoje em dia é bastante facilitado, seja virtualmente ou presencialmente. Tem sido cada vez mais constante, por exemplo, a vinda de profissionais renomados para a cidade de Campina Grande, para ministrar aulas, o que contribui para o crescimento da qualidade da dança que se pratica aqui. Um exemplo disso é o ENDANÇA, promovido pela Passo a Passo, e que terá, em 2015, sua 6ª. Edição. Nesse evento, profissionais de diversas partes do país e também do exterior, tanto de dança do ventre quanto de dança de salão, vêm a Campina Grande trocar informações e experiências com os dançarinos locais. E se nós nos encantamos com a qualidade do trabalho deles, muitas vezes eles também saem surpreendidos com a dança que encontram na cidade.

Portal Clip PB – E a Dança do Ventre?

Danielly Inô – A dança do ventre tem um universo muito diferente se comparada à dança de salão, quanto à seguinte questão: onde colocar em prática o que se aprende na sala de aula? Para a dança de salão, uma alternativa são os bailes voltados especificamente para esse público ou mesmo as festas em geral (formaturas, casamento, festas juninas). Mas a dança do ventre se limita às aulas e apresentações. Não temos no Estado, contudo, restaurantes árabes que gerem uma demanda de dançarinas para a realização constante de shows (como ocorre em algumas cidades de outros Estados) ou mesmo uma comunidade árabe que promova festas típicas e contrate as bailarinas. Essa realidade gerou um aspecto positivo e um negativo. O positivo é que nos acostumamos, nesse contexto, a apresentações em teatros, o que nem sempre é possível para as bailarinas que atuam nos grandes centros. O aspecto negativo é o desestímulo por parte das alunas, caso não encontrem em sua escola oportunidades diferenciadas e de qualidade para colocar em prática o que estão aprendendo. Então a escola se vê também com a função de promover os eventos, para que a aluna possa praticar, e essa não é uma tarefa fácil. Acredito que, por essa razão, a dança do ventre passa por fases. Escolas importantes foram fechadas ao longo dos anos e algumas professoras pararam de dar aulas… É verdade que outras professoras novas vieram, novos espaços foram abertos e há muitas praticantes que fazem aulas oferecidas em academias de ginástica, fundações ou escolas de outras modalidades de dança que também incluem na grade de aulas a dança do ventre. Mas escolas realmente especializadas nesta dança, temos poucas no Estado. Fico feliz por fazer parte, há quase 11 anos, de uma delas. O fato é que, apesar das adversidades mencionadas, a dança do ventre da Paraíba tem recebido cada vez mais reconhecimento no país e conquistado o respeito das profissionais de outros Estados, pela qualidade e seriedade que as dançarinas e professoras daqui revelam.

Portal Clip PB – A Dança do Ventre é vista com preconceito?

Danielly Inô – Sim, porém hoje muito menos que há alguns anos atrás. O que acontece é que os meios de comunicação de massa confundem a imagem da bailarina de dança do ventre com a imagem da odalisca e prestam um desserviço a esta arte ao associá-la à ideia redutora de uma mulher com pouca roupa, dançando “rebolativamente” para seduzir alguém. Nós, bailarinas, lutamos muito para uma mudança nesse modo de ver a dança do ventre e posso dizer que aos poucos essa imagem tem sido alterada, mas é um processo muito lento, no qual, por vezes, um descuido na forma como a bailarina se porta ao dançar (ou mesmo nos bastidores) pode causar um forte impacto e o reforço dessa imagem depreciativa que se construiu sobre esta arte milenar. Numa apresentação de dança do ventre, há tantos sentimentos a expressar (amor, saudade, tristeza, alegria, etc.) que a sensualidade passa a ser secundária e às vezes até mesmo acidental, no sentido de que a bailarina não dança pensando em, deliberadamente, seduzir quem quer que seja.

Portal Clip PB – Cite 3 canções/artistas que te marcaram na Dança de Salão? Explique.

Danielly Inô – Todos os boleros gravados por Luis Miguel – porque lembram o encantamento das primeiras aulas

La Cumparsita – música utilizada na I Mostra de Dança da Passo a Passo, para uma adaptação que fizemos do tango a três, executado originalmente no filme “Tango”, de Carlos Saura. Dançamos Roberta Soares, Daniel Araújo e eu.

Chuva de Prata, gravado pelo Roupa Nova – música utilizada para um bolero na II Mostra de Dança e que por ter emocionado tanto a plateia foi reeditado no IV ENDANÇA da Passo a Passo.

Portal Clip PB – Cite 3 canções/artistas que te marcaram na Dança do Ventre? Explique.

Danielly Inô – Só 3?! rsrs

Tamally Maak, de Amr Diab – foi a primeira música que dancei em público

Inta Omri, de Om Koulthum (versão instrumental) – foi a música utilizada na primeira coreografia que fiz em parceria com Roberta Soares

Albi Mal, de Ramy Ayach – foi a música utilizada para o meu primeiro solo a ser executado no palco sagrado do Teatro Municipal Severino Cabral, após mais de 10 anos atuando como dançarina.

Portal Clip PB – Você acha que a dança proporciona qualidade de vida as pessoas? Por que?

Danielly Inô – Sem dúvida. Além do óbvio, que é fazer as pessoas se movimentarem num mundo no qual predominam cada vez mais hábitos sedentários, a dança contribui para a socialização e para o bem-estar psíquico. Uma aula de dança, seja ela qual for, é um momento prazeroso em que o praticante se transporta pra outro universo e se desprende, momentaneamente, dos seus problemas, para colocar atenção na música, no movimento, nos colegas, nas batidas do seu próprio coração…

Portal Clip PB – É mais fácil para o homem ou para a mulher aprender a dançar? Por quê?

Danielly Inô – Isso é muito relativo, pois o aprendizado não é, necessariamente, uma questão de pertencer ao sexo masculino ou feminino. Há homens e mulheres que apresentam dificuldade e também que apresentam facilidade no processo. Ou que aprendem mais rápido um ritmo e têm dificuldade em outro: isso varia de indivíduo para indivíduo. O que acontece, no entanto, é que, culturalmente falando, a mulher é muito mais estimulada a dançar já desde a infância, enquanto o homem, ao contrário, é mais reprimido/recriminado pela sociedade nesse sentido. Então eles acabam decidindo procurar a dança muito tardiamente e às vezes com muita vergonha. Por essa razão, às vezes o processo de aprendizagem da dança é mais simples para a mulher, porque traz consigo menos cargas e preconceitos sociais do que para o homem. Mas ambos têm, obviamente, a mesma capacidade para se desenvolver nessa arte.

Portal Clip PB – O que poderia fazer uma dança a dois deixar de ser dança de salão?

Danielly Inô – Não sei. Porque cada uma das danças que compõem o grupo das danças de salão tem características específicas que a distingue das demais. Então talvez fosse mais simples responder o que poderia fazer um samba deixar de ser samba ou um bolero deixar de ser bolero… rs Mas ainda assim isso implicaria uma certa compreensão do que é samba e do que é bolero e isso pode variar também. Pensando de forma ampla, acho que algumas das características essenciais da dança de salão é que seja praticada por duas pessoas envolvidas por um abraço e guiados pela música, que tentam se comunicar apenas através da linguagem corporal, sem trocar, necessariamente, nenhuma palavra durante aquela dança. Mas alguém poderia facilmente dizer que um duo de dança contemporânea também poderia se enquadrar nessa definição. Então é muito difícil colocar uma arte em caixas e dizer o que é e o que não é próprio dela.

Portal Clip PB – Que qualidades tem um bom homem/cavalheiro na dança de salão?

Danielly Inô – Um bom cavalheiro respeita a dama, sabe ouvir a música e sugerir movimentações de maneira firme, porém sem usar a força para isso; é aquele que constrói uma relação de cumplicidade com a sua dama no momento em que está dançando com ela, demonstrando estar mais preocupado em dividir o prazer da dança com ela que apenas executar “passos” para se exibir.

Portal Clip PB – Que qualidades tem uma boa mulher/dama na dança de salão?

Danielly Inô – Invertendo-se alguns verbos, as mesmas sugeridas a respeito dos cavalheiros.


Portal Clip PB – O que leva o público em geral (a maioria das pessoas) a procurarem aulas de dança?
 

Danielly Inô – Os interesses são bastante variados, pois o público é também diverso: temos pessoas de idades diferentes, que atuam em áreas distintas e com histórias de vida peculiares. Alguns buscam como uma terapia, como uma forma de amenizar o estresse diário ou combater a depressão; outros buscam como uma forma de se movimentar e abandonar o sedentarismo; outros porque querem fazer novos amigos ou porque “acham bonito” ver alguém dançando; e outros simplesmente porque gostam e querem viver essa experiência. Mas o fato é que todos, independentemente do interesse inicial, terminam por se apaixonar pela dança.

Portal Clip PB – Poderia falar a respeito da relação do teatro, a dança cênica e a dança contemporânea, podemos perceber similaridades e distanciamentos?

Danielly Inô – ISSO DÁ UMA MONOGRAFIA! rs

Portal Clip PB – Fale um pouco dos eventos que você participou/realizou.

Danielly Inô – JÁ ESTÁ NA TRAJETÓRIA!
Portal Clip PB – O que o “Núcleo de Dança Passo a Passo” representa pra você?

Danielly Inô – O lugar onde eu posso ser (ou pelo menos tentar ser) a bailarina que um dia eu sonhei; onde posso exercitar minha criatividade e também dividir com os outros minha paixão pela dança! É uma família que eu ganhei e que só me dá muito orgulho por fazer parte dela.
Portal Clip PB – Quais são as modalidades que a escola oferece?

Danielly Inô – Dança de salão e Dança do ventre
Portal Clip PB – Que dicas você daria pra quem quer se tornar profissional da Dança?

Danielly Inô – Ame o que faz e ESTUDE! Invista na sua formação permanente, pois nunca estamos prontos. Não descuide de sua aparência e do seu comportamento nas aulas e apresentações; afinal a relação professor-aluno se sustenta, sobretudo, através da admiração. E tenha ética nas suas relações pessoais e profissionais: respeite seus alunos, seus parceiros de dança, seus colegas que atuam na mesma área, pois assim o respeito será mútuo e o reconhecimento virá com o tempo. Não tenha pressa, pois ela faz com nós queiramos dar passos maiores e mais rápidos do que podemos sustentar.


Portal Clip PB – Consegue imaginar um futuro promissor para a dança?

Danielly Inô – Sem dúvida, a dança, em toda a sua diversidade, faz parte da vida do ser humano. No caso do Brasil, ela é um fator importante que contribui para a própria construção do que significa “ser brasileiro”. Mas, para que ela seja valorizada e continue a ter um futuro promissor, é preciso que os profissionais envolvidos estejam bem preparados e tenham responsabilidade ao se propor a desenvolver um trabalho na área, seja como dançarino ou como professor, pois a imagem que o não-praticante vai construir acerca da dança está nas mãos de quem a pratica. De minha parte, posso dizer que pretendo ficar bem velhinha e ainda dançando, enquanto o meu corpo aguentar.


Portal Clip PB – Uma mensagem para os praticantes da dança neste dia Internacional da Dança?

Danielly Inô – Parabéns por terem a coragem ou mesmo, como diria Roger Garaudy, a loucura de dançar a vida! Quem dança, realmente, é muito mais feliz!

IX Mostra de Dança da Passo a Passo – Danielly Inô

Da Redação

 

Sobre Redação Clip PB

Fundado em Dezembro de 2013, o Portal Clip PB é uma revista eletrônica online sediada em Campina Grande (PB), e tem como principal objetivo manter os internautas paraibanos informados com as notícias do Estado primando sempre pela qualidade, rapidez e imparcialidade dos fatos.

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