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Estradas da PB estão entre as piores do Nordeste

Estradas da PB estão entre as piores do NordesteA Paraíba é o quarto Estado da Região Nordeste com mais quilômetros (km) de estradas estaduais e federais em péssimas condições de conservação. Os dados da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) apontam que dos 1.665 quilômetros de rodovias analisadas na Paraíba, cerca de 221 estão em péssimo estado, enquanto apenas 99 quilômetros das principais malhas que cortam a Paraíba apresentam ótimas condições.

Do total de quilômetros mapeados pela pesquisa no Estado, de modo geral, 13,3% das vias estão em péssimo estado de conservação, 14,7% em condições ruins, 32,1% em conservação regular, 33,9% em bom estado, e apenas 6% com ótima manutenção.

Os critérios que classificaram as estradas paraibanas no “raio-X” geral, a geometria das vias foi o principal problema apresentado. Neste quesito, o estudo apontou que 42,9% das estradas estão em péssimas condições. Quanto à sinalização, 29,8% estão em situação regular, 13,8% em condições ruins e 12% em péssimo estado. Já na parte de pavimentação, o estudo apontou que 36,3% das estradas estão em estado regular e 11,7% em condições ruins.

Das nove rodovias estaduais analisadas pela CNT, a PB-393, que passa pelo município de Cajazeiras, no Sertão, foi a que apresentou as piores condições e foi classificada como ruim em todos os itens da pesquisa.

No ano passado, a pesquisa CNT mostrou que 143 quilômetros de rodovias estavam em condições críticas, já este ano são 221. Em relação às rodovias em ótimas condições, a pesquisa revelou que a Paraíba tinha 41 km de estradas em ótimas condições, em 2013, extensão que aumentou para 99 quilômetros neste ano.

No ranking do Nordeste, o Maranhão ficou em primeiro lugar entre os estados com estradas em péssima conservação com 864 km nessa situação, em seguida estão Pernambuco (441 km), Bahia (392 km). Os melhores resultados ficaram com Sergipe (70 km) e Alagoas (9 km).

A pesquisa analisou critérios como as condições de pavimentação, sinalização, geometria da via, infraestrutura. O estudo tomou como variáveis o tipo de rodovia, a condição da superfície do pavimento, condições das faixas centrais e laterais, placas de limites de velocidade e outras. De acordo com dados da pesquisa, a Paraíba até o primeiro semestre deste ano possuía 1.257 quilômetros de extensão de rodovias federais, 2.217 de estaduais e uma frota de 997.275 veículos.

Em todo o Brasil, foram mapeados 98.475 quilômetros.

De acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Gustavo Adolfo Andrade de Sá, anualmente são destinados R$ 200 mil para realização da manutenção e conservação da malha federal que cruza todo o país. No entanto, em algumas casos, como nos de concessão das estradas e convênios, a manutenção é realizada por empresas particulares.

“A manutenção da malha federal é realizada de forma continuada, à exceção de trechos conveniados ou concedidos, que fogem da esfera de atuação do Dnit, bem como quando existe o encerramento de um contrato de manutenção e a licitação, decorrente de eventuais recursos que ocorrem em certames licitatórios, que não são raros”, comentou.

Para o especialista em Trânsito Nilton Pereira, os buracos, a falta de acostamento e irregularidades na geometria das estradas são os principais fatores responsáveis pelos acidentes ocasionados nas rodovias federais e estaduais da Paraíba.

“Além dos transtornos habituais, como a perda de tempo, danos aos veículos, aumento dos gastos com manutenção e combustível, as estradas que possuem buracos, péssima condições no nivelamento da pavimentação, falta de acostamento e de sinalização, assim como apresentam falhas na geometria da via, ou seja, defeitos no nivelamento do asfalto, curva fechadas e sinuosas, como muitas existentes na Paraíba e em todo o país, são as que mais colaboram para aumento dos índices de acidentes fatais”, assegurou

Nilton Pereira ainda ressaltou que “na Paraíba, tínhamos o trecho da BR-230 que liga a capital a Campina Grande, que apresentava antes da duplicação, na altura do quilômetro 60, um trecho chamado curva da caridade, tendo em vista que era frequente o número de acidentes fatais provocados pela falta de sinalização para alertar do perigo de curvas sinuosas”, completou.

O JORNAL DA PARAÍBA procurou a superintendência do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado da Paraíba (DER), Carlos Pereira de Carvalho. Contudo, ele não pode comentar a pesquisa da CNT, pois estava em um velório.

Jornal da Paraíba

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