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Exposição partilha memórias com multiplicidade técnica

Exposição partilha memórias com multiplicidade técnicaÉ com pinceladas na memória que Drummond consegue refletir sobre os horrores da guerra no poema Resíduo. Para ele, “de tudo fica um pouco”. Seria, então, isso que sobra do que se vive um elemento constitutivo do que somos, cujo papel de materializar essas relações é comunicado pela arte. Esse tipo de atitude é o que poderá ser visto na exposição O Que Permanece Comigo, do artista visual Everton David, que começa hoje, às 16h, no Museu Assis Chateaubriand (MAC), em Campina Grande.

A entrada é gratuita e as cerca de 25 peças ficarão a mostra até março de 2015. Everton também está participando de uma exposição coletiva e itinerante do Sesc com três peças que também tratam do tema da memória. Este novo projeto se diferencia pelo trabalho de concepção e pela multiplicidade de técnicas utilizadas, como fotografia, pintura, colagens, objetos, instalações e desenhos.

“Esse é o meu trabalho de conclusão de curso. Então, há cerca de oito meses eu me dedico também para fundamentá-lo em aspectos teóricos. Li muito sobre o conceito de memória e sobre a arte como forma de comunicação”, ressaltou Everton David. A abertura da exposição também será a defesa do trabalho.

Para a curadora da exposição e orientadora do trabalho, a professora da UEPB Agda Aquino, é necessário ampliar a compreensão geral do conceito de comunicação e estimular a criatividade e sensibilidade dos alunos. “As pessoas geralmente confundem comunicação com os meios de comunicação. Eles fazem parte, mas a ideia é bem maior. Nós vivemos numa sociedade da imagem e o trabalho de Everton dá uma mostra do poder que elas têm para expressar sentidos e sentimentos”, comentou. Ainda segundo a professora, o Trabalho de Conclusão de Curso precisa ser visto como um momento que pode potencializar a carreira profissional do aluno.

No percurso de construção da exposição, Everton precisou voltar a sua cidade natal, Arara, no Agreste paraibano. No processo, conversou com parentes para recuperar experiências da infância.

Na foto que ilustra essa matéria (série Memórias Aguadas), ele faz uma aquarela que depois foi manipulado digitalmente sobre fotos de acervo pessoal. A cor faz referência à arara azul, mas também a uma memória. “Lembro que, nos meses de chuva, minha mãe me preparava para ir à escola com capa e bota. Mostro essas coisas”.

Jornal da Paraíba

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