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Insegurança no Mercado Central assusta pedestres e comerciantes da capital

Comerciantes, clientes e transeuntes que, diariamente, frequentam o Mercado Central de João Pessoa, relatam a falta de segurança existente no local. Segundo eles, além dos comerciantes estarem suscetíveis à ação de criminosos, pessoas que andam pelos arredores do mercado ou pegam ônibus nas paradas que ficam em suas calçadas também são reféns do ataque dos bandidos. De acordo com a Polícia Militar, rondas constantes são realizadas no entorno desses locais e, durante o dia, a Guarda Municipal realiza trabalhos preventivos.

“Os relógios, celulares e carteiras são os objetos que os bandidos mais visam. Eu mesmo não me sinto seguro aqui, nem aqui nem em nenhum canto mais”, relatou o comerciante Carlos Alberto do Nascimento. Ele frequenta o Mercado Central diariamente para adquirir produtos para o seu comércio. Segundo ele, não são incomuns relatos de casos de crimes contra o patrimônio tanto contra comerciantes que trabalham no local quanto contra pessoas que frequentam o mercado. “Eu, graças a Deus, nunca sofri nenhum assalto, mas conheço diversas pessoas que, inclusive, aqui em frente ao mercado foram roubadas”, revelou.

Apesar de reconhecer a insegurança, para o comerciante o problema não é resultado de falta de segurança. Ele reconheceu a presença de guardas municipais durante todo o dia pelo local, mas isso não inibe a ação dos bandidos que, segundo ele, são pessoas de bem que se envolvem com a criminalidade por falta de oportunidade.

“Isso tem aumentado de uns meses para cá. Cada vez mais pessoas estão sendo demitidas e acabam recorrendo à criminalidade por falta de oportunidade. Eu acho que deveria se investir em políticas assistencialistas”, opinou.
A insegurança, inclusive, tem limitado o trabalho de muitos comerciantes que estão instalados no local. Ladislau Araújo Neto é um dos comerciantes que tem um boxe na área central do mercado há mais de 30 anos e sabe bem o que é a sensação de insegurança.

Ele, contudo, discorda da opinião de Carlos Alberto. Para ele, a ausência de policiais é um dos fatores que agravam a insegurança sentida por quem trabalha ou frequenta o local. “Eu mesmo fecho meu boxe, no máximo, às 18h justamente por conta da ausência de segurança. A gente não vê mais os policiais por aqui. É assalto de dia, de noite. Diversos amigos meus já tiveram seus comércios assaltados aqui perto”, comentou. Apesar de nunca ter sido assaltado, Ladislau afirma que fica sempre atento para evitar o aparecimento de bandidos pelo local.

O Mercado Central foi criado em 1948 e abriga mais de 1,2 mil comerciantes além de diversos clientes, que diariamente para lá se dirigem.

GUARDA E PMS GARANTEM AÇÕES NA ÁREA
Apesar de não ter como responsabilidade lidar com ocorrências policiais, a Guarda Municipal realiza ações preventivas, dentre elas o fato de estar presente em todos os oito mercados na capital. De acordo com o secretário de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa, Geraldo Amorim, dependendo do tamanho do mercado até oito homens permanecem nesses locais durante o dia.

“Quando se criou essa secretaria se acreditou que nós seríamos mais uma polícia, mas a intenção foi criar uma instância que trabalhasse a prevenção e ajudar o trabalho da polícia porque segurança pública é composta por repressão e prevenção. Todos os guardas, então, estão capacitados para realizar essa parte cidadã, perto da população, fazendo esse trabalho de prevenção. Sendo assim, temos guardas em todos os mercados e em todas as praças. São até oito homens nas praças maiores e dois ou quatro nos outros, dependendo do tamanho do mercado”, disse.

De acordo com o comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente coronel Lamarck, o Mercado Central é delicado por abranger constante movimentação de pessoas. Ele destacou, ainda, a existência de usuários de drogas durante a noite pelo local, o que causa a sensação de insegurança da população. Para realizar a segurança do local e aumentar a sensação de segurança da população, a polícia disponibiliza, além de um posto fixo, rondas a pé, de moto ou viaturas.

“Existe patrulhamento ostensivo policial em toda a área do entorno dos mercados públicos. Para realizar essa segurança, a PM conta com patrulhamento a pé, durante o período de maior circulação de pessoas, que é o período diurno, além do reforço das viaturas da área. À noite o policiamento é realizado através de rondas, pelas viaturas policiais do setor em que o mercado se encontra, além do policiamento especializado, como no caso da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam)”, afirmou.

PRINCIPAIS CRIMES

De acordo com o tenente-coronel Lamarck, os principais crimes que a polícia atende no local são pequenos roubos, tendo como principais alvos os celulares, bolsas e relógios.

Jornal da Paraíba

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