Renovada, oposição tenta reforço na Assembleia Legislativa

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Os deputados que vão fazer oposição ao governador eleito, João Azevêdo (PSB), vão se reunir na próxima terça-feira (13) para discutir as pautas do próximo ano legislativo. A reunião marca a primeira troca de ideias da frente que fará o contraponto à gestão estadual, responsável por fiscalizar e cobrar ações do novo governador. Segurança pública, austeridade e transparência devem ser alguns dos pontos colocados em diálogo.

Tovar Correia Lima (PSDB), deputado estadual reeleito, é quem está puxando o encontro. De acordo com o parlamentar, a reunião tem como objetivos unir forças e colocar em roda o ponto de vista de cada um dos eleitos. “O teor da conversa vai ser saber quem é quem, o posicionamento de cada um, saber quem está com a gente e quais bandeiras devemos colocar como prioridades no diálogo com o governo”, disse.

Este tipo de reunião, explica Tovar, é importante para que a oposição tenha força para bater de frente com a robusta bancada eleita pelo governador Ricardo Coutinho. “Temos 14 deputados eleitos pela oposição, dos quais um já anunciou que vai para o governo, o deputado Felipe Leitão. Temos, em tese, 13 deputados na oposição, contra 23. É um número muito elástico para o governo, precisamos ter mais união para termos discussões coerentes e responsáveis”, disse.

O deputado negou que o encontro vá definir o nome que deve liderar a oposição, mas adiantou quais devem ser as pautas prioritárias desta frente. “Queremos saber o perfil dos opositores e o que querem. Não estamos para ser ‘do contra’, mas para fiscalizar e sugerir. O Brasil vem mudando e precisamos acompanhar estas mudanças”, disse Tovar.

Diminuição da máquina pública também deve ser um dos pontos colocados em discussão no encontro.

As discussões também devem passar pela definição da nova Mesa Diretora, que já foi motivo de divergências na bancada governista, inclusive com posicionamento público do governador Ricardo Coutinho que cobrou respeito a ele como liderança do projeto girassol.

Prioridades da oposição

Wallber Virgolino (Patri): “A prioridade é o que é interesse público. Nada de revanchismo. Não é oposição por oposição, mas defender o que é interessante do povo. A gente tem que cobrar com inteligência, exigir do Executivo que adote políticas onde ganhe a população, sobretudo na educação, saúde e segurança”, disse.

Camila Toscano (PSDB): “Este primeiro encontro vai ser para discutir como nos posicionaremos no próximo ano, questões mais estruturais da oposição. Vejo a Assembleia com um outro dinamismo, nossos problemas vão surgindo de acordo o que vai acontecendo. Obviamente que existem questões que não vão sair da nossa pauta, como a questão da segurança, mas temos que considerar o que vem surgindo semana a semana e o que precisa de solução”, disse.

Dra. Paula (PP): “Não temos que fazer uma oposição ‘raivosa’, pois isso só trará estigmas sociais e quem sofre é a população. Acho que é o momento de pensar e repensar, descer do palanque, pois não teremos terceiro turno. Acho que João Azevêdo fará um governo pragmático e estaremos lá para dialogar e fiscalizar sem estigmatizar o povo e as comunidades”, disse.

Eduardo Carneiro (PRTB): “Vamos discutir as pautas que serão reivindicadas e cobradas pela oposição, trabalhar de maneira unida. Vamos colocar em pauta a direção da mesa, que seja uma composição eclética, atendendo a proporcionalidade, além de discutir a liderança, quem vai se colocar a disposição. Nas políticas públicas, particularmente saio em defesa da segurança pública, sobretudo o monitoramento das nossas divisas. Também defendo a diminuição da carga tributária, pois a alta que existe hoje tem gerado muitos desempregos”, disse.

Redação Clip PB
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