Sob influência da crise na Turquia, dólar volta a subir e fecha a R$ 3,89

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As preocupações com a crise na Turquia e seus desdobramentos voltaram a impor perdas aos mercados emergentes nesta quarta-feira, 15, levando o dólar a se fortalecer ante a grande maioria das divisas desses países. Não foi diferente no Brasil, onde a moeda chegou a ser negociada acima R$ 3,92 no mercado à vista, no auge da busca do investidor por proteção. Ao final dos negócios, o dólar “spot” foi cotado a R$ 3,8978, com alta de 0,93% no dia. No acumulado de agosto, a moeda americana contabiliza ganho de 3,79% sobre o real.

A tensão voltou a dominar os mercados após o governo da Turquia anunciar tarifas contra uma série de produtos importados dos Estados Unidos e um tribunal local rejeitar recurso para libertar o pastor norte-americano Andrew Brunson, pivô das recentes disputas comerciais entre Turquia e EUA. Outros países foram foco de preocupação e influenciaram os mercados emergentes, tendo a situação da Turquia como agravante. O Banco Central da República Argentina (BCRA) realizou três leilões cambiais ao longo do dia para tentar conter a depreciação da moeda local. O BC colocou no mercado US$ 781 milhões por meio desses leilões, de uma oferta original de US$ 1,6 bilhão.

Para José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, o câmbio brasileiro tem demonstrado um comportamento relativamente calmo diante das turbulências do mercado internacional. “O quadro é ruim, mas o dólar não está nas máximas históricas, como ocorre em outros países. Isso significa que, com a esperada resolução da crise da Turquia em algum momento, há potencial para a cotação recuar ao patamar dos R$ 3,80”, afirmou o profissional.

O cenário eleitoral doméstico, que começa a se intensificar, ficou em segundo plano nos negócios de hoje. No final da tarde, foi confirmado que o PT protocolou o pedido de registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A análise do registro fica agora a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora comandado pela ministra Rosa Weber. A dúvida é saber se uma eventual impugnação do registro poderá ser feita “de ofício”, sem a necessidade de provocação.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta tarde que o TSE “possivelmente” vai declarar Lula inelegível. Para o tucano, tanto o PT quanto a ministra Rosa Weber “já sabem disso”.

Redação Clip PB
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